sexta-feira, 11 de outubro de 2013

UM DEUS QUE GLORIFICA SEU NOME NAS DIFERENÇAS UMA HOMENAGEM AOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS






















UM DEUS QUE GLORIFICA SEU NOME NAS DIFERENÇAS
UMA HOMENAGEM AOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS



Ao passar, Jesus viu um cego de nascença.
Seus discípulos lhe perguntaram: "Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego? "
Disse Jesus: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele.

João 9:1-3

Nós matamos os cães danados, os touros ferozes e indomáveis, degolamos as ovelhas com medo que infectem o rebanho, asfixiamos os recém-nascidos mal constituídos, mesmo as crianças  se forem débeis ou anormais, nós as afogamos: não se trata de ódio mas da razão que nos convida a separar das partes sãs aquelas que podem corrompê-las. (Sobre a Ira, I, XV)

                Desde os primórdio a realidade referente as pessoas portadora de necessidades especiais tem sido uma constante luta por uma verdadeira inclusão numa sociedade que não sabe viver com as diferenças.
                Na Grécia antiga o excessivo culto e a busca do corpo perfeito levava os deficientes ao sacrifício ou aos esconderijos.  Em Atenas sempre que uma criança nascia o pai fazia uma festa. Entretanto, quando essa festa não acontecia era porque o filho nascera com algum defeito e isso era sinal que ela não sobreviveria. Já em Esparta as crianças com qualquer deficiência física ou mental eram logo eliminadas. Esses e outros relatos que marcam a história da humanidade demonstram como somos cercados de preconceitos.
                O texto bíblico, em apreço, relata uma ocasião em que Cristo fora interpelado pelos discípulos que num ato cultural de preconceito interroga Jesus sobre de quem era o pecado por o homem ter nascido cego. Mostrando, assim, como estava intrínseco a questão cultural e o não saber lhe dar com as diferenças.
                Jesus com maestria, que Lhe era próprio, responde: Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele (Bíblia - Jo 9.3). Com essa resposta o Mestre está quebrando paradigmas de uma sociedade mesquinha e preconceituosa.
                Desta forma, o Senhor Jesus, em outras palavras, estava dizendo que até naqueles que para muitos são defeituosos; diferentes; desprezados; marginalizados, na verdade eles são uma espécie de instrumento para manifestar a gloria de Deus.
                Isso corrobora com o texto que Paulo expressa em I Coríntios 1: 27 “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes...” (Bíblia – I Cor 1: 27).
                É uma espécie de “...tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.” (Bíblia – II Cor 4: 7).
                O barro fraco, mas usado por Deus. Sem beleza  mas com tesouro escondido.
                O que entendemos é que em tudo Deus mostra Sua glória. As diferenças não são motivos para exclusão, seja em qualquer âmbito, na família, no trabalho, na escola bem como nas instituições religiosas.
                Tendo em vista o exposto, nessa data que se comemora o dia do deficiente físico fica aqui nossa reflexão: somos todos iguais na diferença.


Pb GIDEONE PIMENTEL

Um comentário:

  1. Interessante !!! Na verdade, formamos barreiras a toda a forma de diferença, não só a física. Nós queremos distância daquele que nos incomoda, daquela que nos é contrário. Quanto mais, queremos distância do portador de necessidades especiais, que tanto nos daria trabalho. Entretanto, no fundo, o elemento inclusão é uma marca do Reino de Deus. Acerca de um mês, o Ariovaldo falou de dois grandes exemplos deste elemento inclusivista no Reino. Primeiro, a Raabe, uma prostituta incluída na genealogia de Jesus. Segundo, a Rute, uma moabita (povo inimigo), que foi incluída no povo de Deus. Que o Senhor nos dê o dom do inclusivismo.

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